quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tecnologias avançadas?

Lendo uma reportagem do jornal O Globo outro dia sobre o fim do filme Kodak Chrome me deparei com uma questão que há muito já havia analisado em suposições de poltronas mas nunca posto em prática. Até onde o homem hoje constrói, ou inventa novas tecnologias?
Para dialogar melhor sobre isso, resumiremos a noticia. Após muitos anos no mercado a empresa Eastman Kodak anunciou que iria retirar do mercado comercial o filme Kodak Chrome, que ja foi preferido de muitas familias e fotógrafos da época, pois o nicho que abrangia hoje é ocupado em parte pelas técnicas digitais, declaradas preferidas dos fotógrafos profissionais hoje. No entanto iria manter ainda em pequena escala sua produção para aqueles que desejassem ainda trabalhar com o tipo de filme. Quem quiser ler na íntegra a notícia é só acessar esse link http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/06/22/kodak-vai-tirar-do-mercado-classico-filme-kodacrhome-756462262.asp.
Claro que eu não iria discutir aqui o por quê do fim de venda comercial do produto ou as razões que a Kodak tirou este filme do mercado. Suscita muito mais que isso. Há um debate claro sobre novas tecnologias e técnicas atrasadas que todo dia podemos ver nessas noticias ou em cadernos especiais de tecnologia. Novidades que o homem expõe em feiras científicas ou apenas em salões reservados para interessados e jornalistas. Tecnologias avançadas na ciência a serviço de todos os ramos de atividade humana. E aposentadorias de produtos e serviços velhos que nos auxiliavam e divertiam há muitos anos agora obsoletos.
Mas há milênios o homem vem criando, inventando e substituindo, ou seja aposentando aquilo que um dia inventou. Hoje com o advento das máquinas que auxiliam na rapidez da pesquisa fica muito mais facil se descobrir muitos "x" de questões. No entanto será mesmo que o homem cada dia mais inventa, descobre algo novo e constrói, ou apenas se baseia em estudos e descobertas antigas para elaborar através de auxílio novidades tecnológicas? Pois pesquisando e se atendo a documentação farta da antiguidade observamos maravilhas construídas e inventadas pelo homem a frente de seu tempo, ou seja, a frente de outras civilizações de seu tempo. Pois devemos notar que muito antes de se iniciar a era das navegações, pra mim o inicio da globalização, o mundo era dividido em facções de sociedades, ou seja, uma sociedade ou civilização supostamente, e digo supostamente pois ainda há controvérsias, não tinha conhecimento de outra, muitas vezes cerca de onde estavam. Hoje somos um mundo inteiro unidos na pesquisa por novas descobertas que auxiliem o homem.
Tomo como exemplo desta minha discussão o tempo que trabalhei no Museu José Antonio Pereira e ao atender os vistantes que lá chegavam, ouvia suas opiniões sobre o acervo e muitas vezes, alguns mais velhos, suas memórias. Não raras foram as vezes que ouvi de gente nem tão velha dizendo : "Como eles tinham sabedoria de inventar isso aqui". Ou principalmente: "Naquele tempo eles construíam coisas modernas que hoje a gente não vê". Salvo o erro destas pessoas de supor que homens isoladamente inventavam do nada máquinas e técnicas, eles tem razão em um ponto: o homem parou de produzir novidades.
Digo isso com dificuldade de precisar em todos os detalhes e exemplos o que ele parou de inventar ou poderia fazê-lo. Mas também observei em várias técnicas usadas hoje apenas um relançamento de outra coisa mais velha, só que por roupagens novas.. No próprio museu há varios exemplos mas me valho de um. O monjolo, a "máquina" de socar grãos movida a água do córrego que passava perto era uma engenhoca já moderna se comparada ao pilão. Observem então que o homem inventou algo movido por forças da natureza para aliviar o estresse e o cansaço do trabalho braçal do pilão. Claro que uma técnica rudimentar e simplória, mas sim uma novidade. A própria moenda de cana movida a tração animal hoje podemos ver nas esquinas da cidade movida a eletricidade, tecnologia que na época ainda era restrita a alguns equipamentos e muito rústica deveras. O que dizer então do ferro de passar roupas a carvão, algo inusitado para deixar nossas vestimentas alinhadas, hoje apenas trocado por um elétrico? Ou então deste próprio meio que me utlizo para expor minhas idéias, o computador? Sabemos que tudo começou com a sensacional fotografia, na época considerada por muitas pessoas ainda ignorantes da ciência inovadora uma máquina que "roubava a alma". No entanto foi uma revolução, pois não havia nada que pudesse capturar nossa imagem ali, ao vivo, real e guardá-la em algo durável.
Sim há a discussão acerca dos retratos em tela, mas estes apenas se aproximavam da nossa imagem e eram muito mais frageis ao sol, à chuva, as intempéries do tempo e do próprio tempo.
Depois se utilizando do princípio da câmera inventaram o cinema e posteriormente a televisão. E de onde se imagina que venha este tubo colorido que estou à minha frente? De nada adiantaria o processador se não houvesse algo para mostrar seus resultados. A internet, o cartão de crédito e muitas outras facilidades ditas pelo homem existem graças a Graham Bell e seu telefone. Somente a alguns meses escutei que se lançaria uma modalidade de internet por eletricidade, nos livrando da exploratória conta telefônica. No entanto não há nada de novo, apenas utilizamos uma velha invenção nossa, ou melhor do Franklin.
Nossos automóveis são resultado de milhares de anos de domesticação dos animais para servir-nos de transporte. Da carroça à biga, da biga à carruagem, da carruagem ao carro. Será que meus netos irão ver o teletransporte humano? Isso sim seria uma revolução nos meios de transporte.
Com isso tudo que discuto e exponho eu posso prever o pensamento depreciativo acerca desta idéia, podendo ser taxado de louco ou mesmo de expositor de idéias sem nexo. Não obstante gostaria de lembrar de alguns parágrafos acima onde explicitei antigas civilizações, que descobriram e inventaram técnicas hoje ainda usadas pelo homem ou ainda nem direito entendidas. Vamos a algumas delas. Se digitarem no You Tube sobre Atlântida e History Channel verão uma hipótese sobre a autenticidade desse civilização. Mas não é a discussão sobre este ponto que quero falar. Sim de um ponto mais adiante quem puder assistir. Sobre as casas e palácios construídos pela civilização minóica, que acreditam ser a atlante. Dizem que o homem hoje ainda estuda as técnicas empregadas por estes na construção e sobre como conseguiam erguer paredes fortes e seguras para enfrentar os abalos sísmicos abruptos que abatiam a região, não deixando nenhuma casa ou palácio com qualquer sinal de rachadura ou desmoronamento.
Como os egípcios conseguiram levantar blocos de pedra muitas vezes maiores e mais pesados que os mais comuns blocos há mais de dois mil anos atrás? Sim há hipoteses já corroboradas e muitas supostamente confirmadas, mas nem todas aceitas por ampla maioria da comunidade científica. Como explicar descobertas arqueólógicas de vestígios de eletricidade no próprio Egito antigo? Sim há pessoas que dizem ser simplesmente fantasia imaginável por parte de agitadores e alarmistas. Mas e os blocos de pedra da Ilha de Páscoa, como foram levantados? Não creio que foram extraterrestres mas sim uma massa pensante, o próprio homem. Textos religiosos como o Ramayana da India afirmam que haviam aeronaves espaciais a cruzar extensas faixas de terra.
Sim isso pode ser utopia, mas há exemplos mais práticos e que não estão no campo da experimentação da verdade pois estão confirmados como os escritos maias, superiores ao nosso entendimento ainda hoje, as técnicas hidráulicas egípcias, os blocos das paredes incas perfeitamente encaixadas onde não se passa uma folha de papel. Seriam talhadas a laser?
Não quero aqui entrar com um comparativo de situações hipotéticas e alegações do campo utópico pra ciência arqueológica ainda hoje, mas refletir sobre nosso atual desenvolvimento científico. Discutir que o homem anda parado demais, sem algo que revolucione nosso progresso tecnológico, que desperte na gente uma interjeição de espanto, que não seja uma invenção destruidora de seres humanos em massas, como vemos todos os dias, em laboratórios produtores de armas avançadas. Ver que nossos antepassados utopicamente ou não fizeram mais avanços que nossa geração e que esta mesmo se utliliza de projetos antigos para reformular novos. Como iremos ultrapassar este estágio que vivemos atualmente? Quem sabe uma nova invenção inesperada do homem nos faça saber.

Um comentário:

  1. nossa QUE TEXTO. NOS FAZ PENSAR MUITO NO QUE QUEREMOS NA VIDA

    ResponderExcluir