quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Crise e a Velha Europa

Muitos disseram que essa crise mundial seria a ruína dos EUA. Mas vemos que na verdade, com todos os tropeços, a economia norte americana está dando sinais de possíveis reajustes. Claro, uma economia forte não poderia de uma hora pra outra de repente parar. Mas é uma dúvida se os EUA realmente continuarão sua supremacia mundial econômica e politicamente.
Mas e o que dizer da Velha Europa? Sim, o menor continente mas um dos mais poderosos, aquele que é o berço do homem civilizado. A Europa sempre foi a razão primordial de sonhos e desejos do homem do mundo inteiro. É lá que nascem os principais cérebros pensantes, principalmente na História. No entanto este continente sofreu abalos muito fortes na área econômica abrindo caminho para sua recessão. Mas será mesmo que somente os EUA saíriam desse buraco financeiro? Oras isso seria pensar pequeno sobre a Europa. Afinal existe desde o início dos tempos e está lá até hoje. Não passa muitas vezes 15 anos sem guerra, dizimando tanto população quanto economia, nunca conseguiu sua união social e política, apesar da tentativa certa de unificar a moeda. Sempre teve diferenças de aspectos raciais e oprimiu boa parte do mundo, se enriqueceu as custas da escravidão e e da exploração dos minérios, desde os tempos romanos.
Mas isso é apenas falar da História européia. É saber o que já se sabe dos livros. Mas quando algo muito grave ocorre possibilitando o naufrágio deste continente sempre há especulações de quando deixaremos de vez o fantasma do sonho ariano. Mas tomemos um exemplo ocorrido logo após a Segunda Guerra. A Europa totalmente destruída em todos os sentidos, população passando necessidades e sem poder de abastecer e fazer girar a roda da economia. Os EUA então fortalecido pela vitória contra o eixo do mal decide ajudar os europeus a reconstruírem seus países. Em 1947 como uma continuação da doutrina Truman, nasce o Plano Marshall, ou Programa de Recuperação Européia. Por vários anos houve injeção de milhões e milhões de doláres na economia européia, onde somente os países do bloco comunista não aceitaram participar, pois Stalin via como uma ameaça ao seus sistema. Entretanto qual seria a razão para essa ajuda? Alguns historiadores dizem que seria pelo equilíbrio do sistema capitalista, pois sem todos poderem fazer girar a roda da economia de forma equilibrada, ameaçaria as economias mais fortes, como a americana. Outros dizem que alguns países europeus estariam as vias de se desestabilizarem politicamente, o que seria um risco para o capitalismo e uma oportunidade para o comunismo, o fanstama que ronda a Europa. Mas qual seria mesmo o interesse por trás da ajuda à Europa?
É lá que temos toda a História, toda base social, econômica e política mundial. É lá que temos os avanços tecnológicos mais significativos ainda hoje. É lá que as discussões sobre o futuro mundial ocorrem de forma mais livre, espontânea e objetiva. A Europa produz conhecimento, produz trabalho, produz idéias. A riqueza material, cultural, espiritual vem do continente europeu. A raça ariana naseceu lá criando o mito do homem perfeito. Tem força decisiva nas ações mundiais. Construiu muito do que hoje somos, mesmo que não seja perfeito. Não é a toa que o Plano Marshall foi dedicado a Europa. Todos precisamos da velha dama.
Creio improvável algum dia este continente desaparecer do cenário político e econômico mundial. Mesmo social. É como a galinha dos ovos de ouro principalmente dos EUA. É como um conselheiro com poder de veto ou sanção no mundo. É necessária para se governar. Enquanto a Europa tiver esse poder com todas a crises econômicas que vierem, nada fará derrubar este super continente. Passaram-se líderes, povos e culturas, mas continua fortalecendo o crescimento intelectual e econômico do globo.
Como esquecer as valiosas contribuições européia acerca dos valores para o homem? Como duvidar do poder de influência na mentalidade humana? Os filósofos, os historiadores, os cientistas. É claro que os norte americanos sabem disso, do peso influente que possui esse continente, e da ajuda que pode obter dele para continuar no poder. Para Europa não interessa mais o poder supremo, pois o continua exercendo na forma dos bastidores mundiais. Para os projetos capitalistas e objetivos políticos americanos continuaream seguiremos por muito tempo escutando e vendo que a "velha dama" mais uma vez triunfou.

idealismo ou realidade

Idealismo ou realidade? Viver sonhando com um mundo perfeito ou viver a realidade fatal e cruel? Podemos dizer sobre o comunismo, ou a tentativa de igualar os direitos e a riqueza. O controle de um na vida de cada um, sobre o que faz, o que pensa, o que almeja. Vide 1984, de George Orwell.
Tendo cada um possibilidade de ser igual, de ter o mesmo que o outro, qual motivo teria para se girar o progresso? Por que creio que a força motriz do progresso é a ambição, seja ela desmedida ou conscientizada. A partir do momento em que eu tenho tudo o que quero, o que mais posso querer? No entanto não foi o que houve na União Soviética e não é o que vemos em Cuba. Mas o cerne do comunismo é esse igualar as riquezas, e creio que também as intelectuais. Nunca fomos iguais, nunca fomos feitos pra sermos semelhantes materialmente. Cada um alacança o progresso que consegue, alguns vão mais longe, outros podem ficar pra trás, mas isso também depende do muito que você faz com o pouco ou com o pouco que você faz do muito.
Idealismo? Marx teve muito e soube investigar muito bem a nossa história econômica, creio que nenhum igual ele. No entanto quando tentamos dar um destino melhor para a humanidade esbarramos no idealismo, na tentativa inútil de forçar por leis a união dos povos e a fraternidade das pessoas. Não é com armas que se ganha uma revolução, são contínuas tentativas diárias de diálogos, coisa que nunca houve no comunismo.
Realidade? Sim o mundo tá ai pra quem quiser ver, está se desmoronando e se reconstruindo a cada dia que passa. Basta apenas a cada um a consciência da construção de um espaço baseado no diálogo. Não é ser fatalista, dizer que não há mais nada para se construir, que 2012 logo chegará trazendo o fim, mas tentar entender o que passamos, ver onde há erros e acertos, investigar, analisar e propor então através de diálogos a oportunidade de um avanço melhor.
Nem o idealista nem o fatalista tem chance no mundo, na vida. O mediador poderá ser a salvação.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2012

Outro dia fui ao cinema assistir 2012.Observei que se trata de mais um filme castástrofe onde se usam efeitos especiais e peripécias mil para deixar estagnada a face dos espectadores. Sobre a previsão maia, o siginificado, os fatores históricos, nada se comenta ou muito pouco. Um personagem ou outro tentando dizer algo investigado muito superficialmente sobre a história dessa civilização. Lembro-me de Apocalypto, onde me chamou atenção pela possível história que iria se passar dos Maias, mas pouco realmente fidedigno que se mostrou sobre esse povo.
No entanto nas últimas semanas vendo os telejornais falarem sobre a Conferência do Clima em Copenhagen fiz algumas análises sobre se realmente o planeta Terra terá um fim como previsto pelos Maias e como outras tantas vezes (ver Idade Média ano Mil). Nosso planeta já passou por várias modificações ao longo dos milênios. Lembremo-nos do próprio homem, pouco após ter começado sua caminhada no planeta e enfrentando o período glacial no tempo dos mamutes. Lembremo-nos também dos dinossauros que sofreram uma radical mudança no seu modo de vida e habitat desaparecendo para que este mesmo homem surgisse.
Ou seja, nosso planeta passa por transformações sim, isso é comprovado cientificamente. No entanto o que se discute é o quanto o homem influi nessa transformação. É óbvio que desde a Revolução Industrial no século XIX houve um aumento acentuado de indústrias jogando no ar partículas pesadas danosas ao meio ambiente. Contudo, além da especulação de quanto é o grau de responsabilidade do homem na poluição do planeta, principalmente acentuada no anos cinquenta, pós Segunda Guerra com os baby boomer, eu observo que há um fator mais grave na destruição do planeta, que não é somente perceptível no meio ambiente: a consequente perda do nosso patrimônio histórico.
Sim, o nosso patrimônio histórico está ameaçado por essa transformação brutal que sofrerá nosso planeta, pois sabemos que a História está baseada principalmente em documentação, seja de que suporte for, e que para preservá-la há orientações técnicas rígidas e observação constante da sua salvaguarda. Pois como havia comentado em outro post anteriormente, milhares de manuscritos já foram dizimados pelo tempo, pelas guerras, pela violência, pelo preconceito e pela não observação de cuidados especiais para sua conservação. As linhas Nazca por exemplo tendem a sumir. São preservadas porque são feitas de pedra em um ambiente quente e seco que nunca ou quase nunca chove. Mas com fatores climáticos cada vez mais severos como El Niño como poderíamos preservar esse Patrimônio da Humanidade? Com constantes alagamentos de cidades, os sítios arqueológicos se degradariam exterminando qualquer vestígio de nossos antepassados. A Cidade do México por exemplo que tem sua fundação em cima de um lago e que a cada ano afunda mais devido a poluição e a ao crescimento desordenado de casas e prédios, como se comportaria ante frios intensos e calor exacerbado?
Os casarões históricos na Europa se ruiriam com constantes terremotos que assolam Itália e Grécia. Veneza, com o crescente aumento do nível do mar sumiria do mapa, como algumas ilhas do Pacífico já estão desaparecendo. As pirâmides do Egito, tumbas de reis africanos, Stonehenge, sítios arqueológicos na América Central, tudo isso desapareceria, como vemos nas cenas do filme 2012. Contudo não seria a Terra a maior responsável pelo aniquilamento de vestígios de nossa História no planeta e sim o homem que além de contribuir para a aceleração dessa transformação não se preocupa em conservar para milhares de séculos ainda nossa especial patrimônio, nossa História, nossa vida aqui na Terra. Porque haverá sim transformação, é inevitável, mas há meios de salvaguardar nossos documentos mais preciosos, como de certa forma mostrou o filme em alguns momentos.
Após nosso planeta Terra mudar e começar tudo outra vez(não sei como começaremos, nem como seremos) de onde partiremos? Não teríamos uma base histórica sólida para pensar no futuro, não teríamos onde nos apoiar intelectualmente e documentalmente para prosseguir. Talvez seja realmente esse nosso futuro, começar a contar do ano zero novamente. E quem sabe com o constante desleixo do homem para com seu patrimônio, tudo isso realmente se resolva e mude daqui 3 anos. Esperemos até dezembro de 2012.

domingo, 19 de julho de 2009

40(0) anos da viagem à Lua

O título desta postagem é ambíguo. E de propósito. Pois o homem já viajou diversas vezes à Lua. Não, não estou louco nem sonhando. Não significa que para irmos à nossa vizinha precisamos de um foguete. Galileu Galilei foi às estrelas usando um telescópio. Podemos ir nas palavras, nos sonhos, na imaginação. Julio Verne foi o mais famoso "astronauta" da Lua. E infelizmente poucos lembram do seu feito heróico. Outros astrônomos também viajaram à Lua, pois a observaram, a trouxeram perto de nós, para nossa realidade.
Mas isso é apenas enredo, apenas introdução. Pergunto qual a vantagem de três homens terem ido a Lua. Sim pois foram uma vez ou duas, e depois nunca mais. Taxaram-na como uma pedra cheia de pedras e sem vida. Ora isso já sabiam muito antes de pensarem em uma viagem para fora do planeta. Telescópios potentes foram criados desde o início do século XX. Sabíamos já que o Sol é uma bola fogo, que Marte é um planeta vermelho sem sinais de vida e que Vênus é um planeta brilhoso, mas quente. Então para que ir à Lua?
Ora vivíamos em plena Guerra Fria. A URSS lançava um homem, Yuri Gagárin para órbita da Terra pela primeira vez. Estavam adiantados aos EUA. Este por sua vez precisava vencer uma corrida, uma corrida tecnológica e de poder. Sim porque quem chegasse primeiro seria o vencedor e poderia dominar o outro, pelo menos nesse aspecto. Então no início dos anos sessenta Kennedy decidiu lançar o homem para o espaço. Um projeto que ele imaginou e não viu, mas que custaria muito aos cofres americanos. E para depois não encontrarem nada, nem trazer nada de siginificativo cientificamente da Lua.
Mas claro! Lembremos das Grandes Navegações onde Portugal e Espanha brigavam pela posse do mar e das terras descobertas além deste. Não se importavam muito com o objetivo, mas sim com o objeto: vencer a corrida e como prêmio trazer a maior quantidade de ouro e prata e autóctones mortos nas embarcações. A Lua não possuía ouro, mas possuía a possibilidade de dar poder a quem a ela chegasse. Não tinha autóctones ou gente morando lá, mas tinhas pedras, que foram descartadas e desdenhadas, como os habitantes das Américas. Sim fomos e voltamos apenas com a certeza de que um país venceu, venceu no seu egoísmo , para si mesmo, para alimentar seu próprio ego. Outros nem de perto participaram e continuaram com seus problemas, suas crises. E o dinheiro que foi gasto nas missões e nas tentativas anteriores bem podia ser canalizado para ajuda internacional da fome, das doenças, do desemprego.
Então se não há nada na Lua para que comemorar? Festa infrutífera, pois houve uma oportunidade não aproveitada e hoje se perguntam ainda sobre os mistérios que não resolvem há quarenta anos. Precisam de outra viagem para se gastar mais em um momento de crise pra então saberem: existe vida? Existe formas de vida? Existem mais enigmas? Existe Deus? Outras missões desbravam o espaço como os primeiros descobridores e conquistadores da Era Moderna. Mas para descobrir talvez pedras, gases nocivos, e fenômenos cósmicos que nunca saberemos explicar. Ora não é questão de abortar a idéia de se descobrir o espaço, mas sim de por um objetivo final nessa idéia científica que em poderia ser melhorada. Os russos não iriam mesmo a Lua, bastavam orbitar em torno desta ou apenas um robô para descobrirem o que poderia haver lá. Foram mais sábios, mas também perderam o poder.
A Lua está lá brilhando nas nossas noites. Sempre bonita e formosa. Não considero esta nossa irmã como um monte de pedra. Apenas é um objeto no espaço com seu valor, sua função, seu mérito, e seus enigmas, como a própria Terra. Mas para querer um objeto temos de posicionar um objetivo, algo que falta aos nossos cientistas. O que fazer na Lua? Essa é a grande questão. Talvez nem vivamos para ver a descoberta dos seus segredos, mas saberemos que um dia o homem foi lá e de lá nada trouxe, apenas a imagem mal formulada de um lugar desértico e sem vida. A Lua ficou esquecida, mas tem sua beleza justamente em seus mistérios e enigmas, como o espaço sideral. Mas ela talvez não se importe muito porque está sempre de olho pra nós, nos iluminando cada noite, lua após lua...

Onde está o mérito do conhecimento adquirido?

Estudamos para adquirir conhecimento. É um fato. Esse conhecimento será tranformado em intelecto e direcionado para o crescimento próprio e da coletividade ao redor, em forma de trabalho. Mas e quando esse estudo, esse conhecimento não é respeitado, não é avaliado da melhor forma?
É o caso do concurso público. Esse instrumento de exclusão da maioria que tenta o sonho de um emprego estável e rentável (de um certo ponto de vista). Até alguns anos atrás não existia uma "prova" para avaliar se você estudou ou sabia alguma coisa sobre o trabalho que irá fazer. Era como em uma loja comercial, você se inscrevia, entregava seu curriculum vitae e dependendo da observação e análise de seu mérito você era convocado. É claro que isso era regra geral, tendo em vista as particularidades, como a política para acesso ao emprego e a necessidade corrente, ou a demanda excessiva que uma instituição poderia estar passando. Mas antes de mais nada, naquele tempo quem tinha estudado, quem tinha conseguido entrar em uma faculdade e às vezes um curso de pós graduação, era bem visto aos olhos do empregador.
Hoje precisamos pagar pra conseguir um emprego. São as taxas de inscrições do concurso. Posteriormente precisamos comprar um livro ou pagar um cursinho pré-concurso para melhorar nossas chances (veja que mais uma vez gastamos sem estarmos empregados). E depois recebemos a notícia que a prova será em um local de difícil acesso, onde teremos de usar dois ou mais onibus para chegar. Tudo isso para supostamente entrarmos no caminho da felicidade. Onde encontraremos pessoas pregadas em seus cargos há mais de vinte anos, verdadeiros dinossauros que serão os nossos patrões muitas vezes. Enfrentarmos o mau humor diário de uma repartição pública. Vermos as mais escabrosas malandragens, pequenas sim, mas malandragens do sistema público do Brasil, exercida por seus tão valorosos empregados que foram aprovados com louvor em um concurso e imaginado como gente de muita ética. E aquele salário que antes parecia tão tentador hoje, 5 anos ou mais depois, já não paga as tão merecidas férias da família.
Será que estudamos, que buscamos conhecimento para sermos avaliados em uma prova? Excluem-nos porque somos muitos e não podemos ter chances de trabalho? Sim essa é a dinâmica do concurso público no Brasil, onde vale tudo para excluir a "massa". Onde está o mérito de você possuir um currículo enriquecido? Sim enriquecido de conhecimento, muitas vezes pertinentes a área em que você pretende trabalhar, em que você tem aptidão e um objetivo fixo. Nem sempre entra em um instituição aquele que é o mais intelectual ou o mais apto no conhecimento, e sim aquele que decorou todas as exigências do conteúdo programático ou que usou a mãe para acertar uma das múltiplas alternativas da pergunta. Vemos muito servidores que entram lá e nem sabem redigir um ofício, uma ata. Será que o governo pensa bem em quem está colocando como seu empregado, em quem deveria ajudar o sistema, em quem deveria progredir o país?
O concurso público está aí e todas as vezes que um edital é aberto milhares de pessoas tentam a tão sonhada vaga e sorte em uma insituição brasileira. Mas o inchaço da máquina pública é iminente e mesmo o concurso um dia será uma forma atrasada de avaliação das "pseudo" capacidades do indivíduo. Então uma nova forma de prova será pensada, pensada para excluir. Excluir quem detém o conhecimento, o saber, o estudo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

a cultura destruida

Arqueólogos descobriram há poucos meses artefatos que datam de séculos atrás no Iraque. Principalmente quando a região era parte da Babilônia e mesmo anteriormente. Tudo isso vai ser exposto em um museu no Iraque, mais provável em Bagdá. Mas como haverá um museu ou algum tipo de local aberto à descoberta da História sendo localizado em uma região tão frágil e tão vulnerável como é o Iraque dos dias atuais?
É sabido que sempre que duas culturas ou civilizações se chocam, se descobrem, há uma guerra, em todos os sentidos da palavra. Mas todos sabemos quais as perspectivas, enredos e desfechos de uma guerra. Quero falar dos perdedores. Mas não dos perdedores homens e sim do que o homem produz, sua cultura, seus objetos, sua História. Sim porque desde o primeiro homem que constituiu uma pequena aldeia na Terra produzimos cultura, produzimos um legado à posteridade. São esses legados que se tornam os documentos preciosos nas mãos de pesquisadores de nosso passado.
Tomemos o exemplo da conquista do México engendrada por Cortez e seus soldados espanhóis. Logo após a derrota de Cuauahtemoc, último rei asteca, começa a destruição sistemática de toda cultura mesoamericana. Aliás isso já vinha sido trabalhado por Cortez durante sua rota rumo à Tenochtitlán. Destruiram templos e palácios astecas que tanto chamaram atenção dos espanhóis quando estes chegaram, destruíram objetos de arte considerados pagãos por uma cultura religiosa intolerante, e destruíram todas as informações escritas que os astecas podiam ter. Somente os objetos mais ricos e enfeitados que poderiam servir ao interesse ganancioso dos espanhóis e de Carlos V restaram, e assim mesmo, muitos foram derretidos, como o ouro, ou transformados de acordo com a visão européia.
Um caso interessante são das construções da América. Os templos religiosos dos autóctones foram considerados de idolatria, heréticos, e por isso destruídos. Mas essa destruição teve duas vertentes: a destruição por demolição, aniquilando completamente qualquer vestígio de arquitetura mesoamericana ou então por desconfiguração da ideia original, ou seja, reconstrução em cima das bases do templo asteca de uma catedral ou palácio de algum Governador ou Vice-Rei de Espanha. São muitos os exemplos na Cidade do México, onde arqueólogos ainda hoje encontram vestígios de cultura e construções, e também em Cuzco, a capital do Império Inca.
Os livros e os escritos dos astecas e maias todos queimados em fogueiras pelo padres católicos intolerantes com a religião pagã exercida aqui. Tudo apagado em nome de uma fé que representa a superioridade do cristianismo perante qualquer outra religião. Mas será que é isso que Deus queria, apagar vestígios do que ele mesmo criou, ou seja, do produto de seu produto? As guerras posteriores, a conquista, também ajudam a massacrar o pouco que resta de História na América.
Parece que toda conquista objetiva uma destruição sistemática da produção cultural de uma civilização. Mesmo o Iraque também foi destruído quando da invasão ianque para derrubar Saddam Hussein, e quem o invadiu não se preocupou em destruir séculos e dois milênios de história, pois na guerra e em seus objetivos, vale tudo, nada pode deter. Nem mesmo o legado que o homem nos deixa. Então como preservar estas peças que ainda restam lá? Parece que ainda restam pessoas interessadas em pesquisar e mostrar ao mundo que o Iraque e sua região não é só homem bomba ou fanatismo religioso ou, ainda talvez, ditadura extremista. Há uma cultura a descobrir e precisa ser preservada. Não sabemos de onde viemos e para onde vamos, mas precisamos saber o que fizemos nesse curto espaço de tempo que povoamos esta Terra antes de talvez nos auto destruirmos. Destruirmos com as guerras que enterram nosso passado legado e que nos deixa a mercê de uma hecatombe final.

Divulgação de eventos de História e áreas afins

Como postei um texto sobre dificuldade de se conseguir aprimoramento e intelecto acadêmico, resolvi então, mensalmente ou quinzenalmente, divulgar eventos na área das Ciências Humanas e Sociais, onde está incluído o curso de História. Serão congressos, seminários, simpósios, palestras, encontros, etc, que possam contribuir de alguma forma para o conhecimento teórico e prático do estudante.

Obs: não tenho nenhum convênio com organizadores de eventos ou instituições, ou seja, a divulgação aqui no blog é pura e simplesmente voluntária.

domingo, 5 de julho de 2009

O acesso à cultura, ao enriquecimento intelectual.

Durante uma vida acadêmica temos a oportunidade de construir saberes, de crescer no intelecto. Isso se baseia na aquisição de novos valores, valores científicos nunca antes provados, pois a vida estudantil básica não nos permite ir a fundo nas idéias e teorias que circulam nosso universo. Ainda mais no Brasil, onde educação fundamental e média não tem devido trato para formação de um quadro futuro de acadêmicos universitários. É na faculdade que temos a possibilidade de perto de usufruir daquilo que chamamos cultura, cultura de uma sociedade, a nossa sociedade, uma cultura intelectual de crescimento, de inovação de conhecimento, de aprendizados teóricos, metodológicos, filosóficos e práticos.
Está garantido na Constituição Federal, me corrijam se eu estiver errado, o direito e o acesso à cultura, como lá também nos fornece o entendimento de que a educação é comum à todos. Mas como ter acesso à cultura, à educação, ao conhecimento, se nos privam a todo momento disso? Observando algumas faculdades já vemos a sua distância da cidade, da sociedade, muitas vezes construídas ou em áreas perto das avenidas que ligam à rodovias de saída, ou em áreas nobres, de uma elite econômica, onde o preconceito prevalece sobre a acessibilidade. Muito poucas universidades e faculdades brasileiras são construidas ou estruturadas no centro de uma cidade (digo as boas instituições de ensino superior, não as puramente comerciais de qualidade duvidosa de ensino). Ou seja, o acesso ao ensino e às bibliotecas destas instituições são restritos, pois necessita-se de carros (denota-se poder aquisitivo) ou transporte coletivo público (mal estruturado e ofertado) para se praticar a Constituição.
Muito mais do que isso. Durante a faculdade quis eu muitas vezes participar de encontros, palestras, seminários, congressos na minha área. Como muitos outros estudantes, necessitamos complementar o estudo que nos é dado na sala de aula. É preciso se atualizar, entrar em contato com outras idéias, outros acadêmicos e discutir abertamente sobre um tema que seja de interesse. Isso é o propósito das atividades extras-curriculares, como chamam estes tipos de eventos. No entanto, aqui em Mato Grosso do Sul, por exemplo (como todo Estado não inserido no Sudeste ou Sul do país), não temos muitas oportunidades de participação em eventos de porte acadêmico, seja porque aqui ainda não está muito consolidado, quem sabe, o intelecto científico nas instituições, ou não se tem mesmo o mínimo interesse de organizá-los.
Somos então obrigados a buscar aperfeiçoamento e contato com semelhantes de nossa área em outras áreas, digo, regiões do Brasil, outras cidades. Aí entra o x da questão: como me deslocar a outros pólos e centros produtores de conhecimento? O acadêmico ainda não tem estrutura suficiente para bancar seus estudos, para isso está estudando, para se afirmar no mundo, contribuir para o desenvolvimento. Ele depende dos familiares. Mas muitos desses familiares são os reprovados para o futuro, que o nosso sistema de educação básica e média não deu acesso ou não deu o devido ensino que merecia. Foram barrados no sistema de exclusão de maioria econômicamente desativa, sistema imposto há séculos e que é super fiscalizado e vigiado pelo PODER para não haver falhas. E como auxiliar um membro da família que está tentando burlar esse sistema? Não há milagre de desmantelar essa engrenagem maligna de exclusão. Há apenas brechas.
E são por essa brechas que milhares de acadêmicos periodicamente passam para tentar melhorar de vida. Ou pegam carona na estrada para viajar à outra cidade, ou se humilham franciscanamente para obter uma bolsa de estudos, ou conseguem de algum membro da familia mais abastado ou um amigo. Mas não satisfeito o sistema ainda força para que os organizadores do evento transformem este em uma roleta de cassino, onde só ganha quem oferece mais. Muitos eventos optam por dois, três ou até quatro períodos de inscrições, para que possam se enriquecer sabe-se lá quantas vezes variados valores conforme a data e posteriormente talvez por má fé declarar a não realização do congresso e não devolução do valor de inscrição. Poucos organizadores são sérios e justos no preço cobrado para se adquirir cultura e educação, volto a dizer, garantidas na Constituição. E poucos organizadores são honestos de cobrar um bom valor pelo evento e trazer realmente algo e alguém que contribua para formação profissional e um certificado de grande peso.
Então como conseguir um bom estudo? Uma solução apontada seria a educação a distância de nível superior, mas além de se saber que muitas instituições apenas prezam pelo seu dinheiro na mensalidade e não tem o mínimo de ensino, respeito pelas dúvidas do aluno e conhecimento técnico (ver EAD UFMS), ainda não são aceitas no mercado de trabalho e no campo intelectual, devido a isenção parcial de participação presencial no curso.
Todos os dias milhares de acadêmicos tentam passar pelo sistema imposto pelo PODER e muitos conseguem à duras penas e sacrifícios, e é por isso que vemos hoje pessoas que se destacam como vencedoras na vida. Mas quando lá no PODER, sentada em uma poltrona de couro reclinável que nunca teve ou sonhou na vida defronte à uma janela com vista para o mar ou para uma avenida empresarial, esquece-se da labuta que foi conseguir chegar aonde está e joga pela lata de lixo inox da sala de reuniões tudo o que aprendeu na faculdade sobre ética, moral, sociedade e amizade. Então o sistema ganha, porque cooptou mais um para o quadro permanente de seu complicado mecanismo de engrenagens e funcionamento. E os outros que o apoiaram na sua trajetória para o sucesso sonhando com um defensor dos direitos constituicionais, voltam calados do combate, desanimados, apenas tentarão mais uma vez vencer o sistema. A vitória sofrida veio, mas faltou concretizar a esperança, pois esta anoiteceu.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mudança do nome de Mato Grosso do Sul

Novamente o fantasma da mudança de nome do Estado paira em Mato Grosso do Sul. Alguns deputados e vereadores de Campo Grande querem a mudança do nome do Estado. Mas por quê?
Justamente por causa de uma derrota pro rival Mato Grosso. Por causa de uma Copa do Mundo. Esse assunto já foi discutido antes por causa da falta de visibilidade do Estado lá fora. E agora, supondo falta de imagem do nome do Estado para promover o Pantanal, querem mudar mais uma vez o nome. Mas no entanto não beneficiará nenhuma cidade do Estado, por vários fatores, um deles já foi discutido em postagem anterior. Pois a mudança de nome, qualquer nome, só trará mais dívidas ao Estado e dificuldades de adaptação da nova identidade.
Pois quando trocamos a identidade temos que trocar uma série de outros documentos ou adaptar uma série de burocracias existentes. Igual vai ser aqui, só que gasto com dinheiro público. E pior: a imagem nova pode não trazer melhora e não trazer os louros desejados ao Estado, e então em uma nova derrota fútil para o vizinho ou vizinhos, se discutirá novamente a troca do nome, como se isso aqui fosse uma loja comercial, que troca nome fantasia a bel-prazer, paga com dinheiro de seus funcionários.
Por que em 1977, ano da divisão não mudaram o nome? Preferiram continuar como um adendo, um anexo de Mato Grosso? Nossos políticos, aliás os mesmos da divisão (não mudou quase nenhum), não tiveram nenhuma criatividade? Não, pois naquela época a rixa foi deixada de lado para prestar uma homenagem temporária ao irmão Mato Grosso, por seu passado, sua cultura. É como estivessem homenageando Ariano Suassuna com o nome de uma avenida grande.
Hoje percebido o erro e visto que o Estado, por falta de competência administrativa e parasitismo da capital, não tem uma cultura, uma identidade, uma imagem lá fora, onde não falam "do Sul", tentam impor novos nomes que supostamente melhorarão o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Por que será que Mato Grosso, na época considerado muito atrasado, não mudou o seu nome com a divisão, mas ao contrário, manteve o nome histórico e de peso e cresceu verticalmente e positivamente?
Bem resta esperar o bom senso dos políticos e das autoridades que não mudem esse nome, que apesar de não dizer o que gostariam, também não deixa a desejar, pois se trata de um novo Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul.

domingo, 28 de junho de 2009

A Copa de 2014

Há pouco tempo vimos várias cidades do Brasil se mobilizarem pela possibilidade de serem subsedes da Copa de 2014. Houve pré-candidatas que posteriormente desistiram por alguns fatores, como Campinas e Teresina, houve envio da candidatura e propaganda massiva para escolha da cidade como potencial subsede.
Governantes assinalaram as benfeitorias e ganhos que seus municípios teriam com a chegada do evento, como crescimento, embelezamento de vários locais, turismo, imagem no exterior, etc... Mas também devemos perceber e analisar os problemas que um evento como esse traz para uma cidade. Aumento da violência, pois a Copa traz turistas extrangeiros e mesmo nacionais, muitas vezes com muito dinheiro. Assalto, sequestros, latrocínios são exemplos do que pode ocorrer. Também vem pessoas dos mais variados níveis sociais, o que aumenta a possibilidade da mendicância na cidade. Problemas com o tráfego, pois com um evento desse porte as vias, mesmo expressas, recebem um aumento considerável de táxis, carros e ônibus. Superlotação de hospitais e possibilidade de uma endemia ou epidemia, por exemplo de dengue, comum à vários estados do Brasil. Alteração na rotina das pessoas, barulho excessivo. Até que ponto haverá benefícios do poder público, se é que haverá (vide corrupção, desvio de verbas públicas, má administração do dinheiro, etc..), e até que ponto a saúde e o bem estar da população merece consideração? Veremos em 2014.
Mas dentre os episódios dessas candidaturas de possíveis subsedes vimos várias rixas particulares entre cidades próximas, muitas vezes até históricas, como Manaus e Belém, Rio de Janeiro e São Paulo, Brasília e Goiânia, Campo Grande e Cuiabá. As cidades da Amazônia brigam entre si para saber qual merece o título de cidade verde ou capital do sistema ecológico amazônico, cidades históricas, com muitas deficiências e muitos atrativos, mas muito parecidas entre si. Rio Branco se candidatou, mas por ser capital de pequeno porte e ainda sem muita expressão em um cenário nacional mais voltado pro leste, não levou. Rio e São Paulo brigam pra saber quem é a maior e "melhor cidade do país", mas a capital carioca já ganhou a final da Copa, resta saber se a paulista leva a abertura diante da rival Belo Horizonte. Brasília e Goiânia brigam por sua proximidade, por serem capitais no centro no país e terem um alto desenvolvimento parecido. As duas são planejadas, cresceram como uma explosão demográfica e econômica e são muito modernas em alguns sentidos.
Campo Grande e Cuiabá é um capítulo a parte. Não porque desempenharam a melhor briga, mas porque eu conheço as duas bem e vivi de perto essa rixa. Começemos pela História de Mato Grosso, onde Cuiabá, a antiga capital era detentora do poder e muitas cidades do Estado não compactuavam ou não aceitavam os desmandos que vinham de cima, principalmente aqui no sul. Houveram algumas tentativas separatistas por parte dos sulistas, mas sem sucesso, talvez pelo poderio dos coronéis e governantes cuiabanos. Em 1977, já com dificuldades de administração em um Mato Grosso tão imenso e em franco desenvolvimento na parte sul, a separação veio, através de Ernesto Geisel. Mas o que houve então de lá para cá?
Percebemos que as cidades que "estavam" em franco desenvolvimento, não mais conseguiram crescer, estaganaram, pararam no tempo. O Estado de Mato Grosso do Sul nasceu com muitos investimentos e sonhos mas morreu, apenas restando a capital, Campo Grande, com um nível de progresso linear. Esta cidade se desenvolve desde o Mato Grosso uno como entreposto, como um centro na rota, na passagem para a parte leste-oeste e norte-sul do Estado. Posteriormente, com o título de capital e com o declínio acentuado de várias cidades (salvo algum período curto até mesmo hoje em dia em que uma ou outra se destacam e crescem mediocremente a mais que as outras mas logo decaem novamente) começa a evoluir e crescer muito rápido, também devido ao fator explosão demográfica, pois várias pessoas se mudam para Campo Grande, pois esta possui melhor recurso na época em quase tudo na região.
Muito diferente de Mato Grosso, onde políticos novos e jovens, ainda sem a experiência da profissão, fazem esse Estado até então considerado atrasado sobrepujar sobre o país e mostrar uma economia e desenvolvimento crescentes. São vários exemplos de cidades consideradas fim de linha, no norte de Mato Grosso que nascem e em muito poucos anos crescem vertiginosamente, como Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Rondonópolis, Nova Mutum, Alta Floresta, etc... Cuiabá se beneficia também disso, mas não com o crescimento econômico das cidades (como parasita), mas por si própria, seu crescimento interno, trabalhado por quem está querendo tirar a imagem de atrasado de uma região histórica de grande valor nacional.
Hoje ainda vemos crescimento nas duas capitais, no entanto Campo Grande veiculou na sua candidatura ter muito mais condições de sediar um evento por ter mais infra-estrutura e desenvolvimento que Cuiabá. Discussões a parte sobre a veracidade desta afirmação, Campo Grande poderia ser a subsede da Copa, mas baseava sua candidatura no Pantanal, muito longe para se chegar e sem a menor infraestrutura, tirada justamente durante os anos em que a capital crescia e as outras cidades colapsavam em si mesmas. Afirmo este fato por ser pantaneiro e conhecer bem a realidade de infra-estrutura da região. Como trazer turismo para um Estado inteiro sem o menor desenvolvimento para suportar visitantes? Cuiabá pode ser menor que Campo Grande ( alguns analistas apontam ser Cuiabá a próxima metrópole do Centro-Oeste depois de Goiânia e Brasília) mas tem condições de levar o turismo a outras cidades também desenvolvidas e possui atrativos muito mais próximos e fáceis de se chegar para o visitante.
No geral acho que essas escolhas beneficiaram mais a parte leste do país do que o interior, pois vemos que cidades de uma região foram escolhidas e outras também com potencial não, mas isso chama-se politicagem e preconceito. Não sabemos quem ganhará a Copa de 2014, mas com certeza não será o povo, muito menos o país.

sábado, 27 de junho de 2009

a vergonha do Senado

Os últimos acontecimentos do Senado em Brasília nos leva a crer mais uma vez na certeza da impunidade daqueles que votamos, ou pelo menos que outros elegeram. Mas não é bem sobre isso que paira uma questão. Vemos incenssantemente muitos nobres deputados e senadores cobrando a renúncia de tal, a ausência de outro do processo parlamentar, etc... Mas qual realmente a moral que esses senadores e deputados, aliás todos eles, tem para discursar na tribuna sobre os problemas éticos que enfrenta o Legislativo?
Se há um presidente que pede para votarem no candidato de seu partido para ele não voltar em 2014, coagindo assim aqueles que não suportam seu governo. Se há gastos públicos excessivos pondo em risco as contas do país no externo e aqui, internamente. Na verdade tudo isso ocorre também em parte pela mídia, que dententora do poder da comunicação, se vende a alguns políticos para não comentar diretamente sobre tal fato, ou seja, não abrir a mente do povo para a realidade. A população é condenada a assistir Jornal Nacional, que como uma viseira de burro, não mostra os acontecimentos mais graves aos olhos da população, de forma crítica e real.
Mas pior que isso cobra teatralmente providências para acabar com os escândalos. Como cobrar se os parlamentares todos tem contas sujas, algo a esconder? Outro dia mostraram que as contas de telefone deles são pagas com dinheiro público. E o senador Pedro Simon, por sinal do PMDB, pede renúncia de seu colega de partido.
Como pedir moral se não se enxerga pra si mesmo, não enxergam seus erros? Chegamos a conclusão que não há nenhum político lá que valha alguma pena, mesmo que estes queiram passar uma imagem contrária. Esses escândalos ocorrem muito mais no Governo Lula do que no de FHC, no entanto, mostra-se muito menos, critica-se muito menos e por quê?
Justamente porque muitas emissoras tem dívidas com o poder público, dívidas por sinal astronômicas, e por isso, como um pacto de silêncio e ganho, eu não falo de você e tu não me cobra nada. Como se ter confiança em um país onde políticos tem erros morais e éticos e juntos com asseclas do meio comercial levam o país a degraça econômica e social? Há um projeto de aumento de salário federal pra ano que vem. Ministro Paulo Bernardo do Planejamento mostrou preocupação com as contas. No entanto há fontes seguras que dizem, que pela campanha de 2010, vale a pena se enforcar um pouco e afundar o país para conseguir alguns votos e continuar na farra por mais 4 eternos anos...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nota sobre Michael Jackson

Nos anos oitenta e noventa uma personalidade era imbátivel nos meios de comunicação e principalmente nas radios do mundo: Michael Jackson. Era o rei do pop e como muitos falaram o último. Mas apesar das polêmicas que rondaram o astro americano, ele sai de cena nos deixando uma imagem, que para mim, jovem, e muitos jovens da época do auge, deve ficar gravada na memória.
Michael era o tipo do artista politicamente correto. Não é uma força de expressão simplesmente ou uma forma de amenizar as polêmicas e problemas que o cantor enfrentou. Michael deixou muito mais do que isso. Não bebeu, não fumou, nem fez propaganda disso, não usou drogas, não protestou causas fúteis nem associou sua imagem ao sexo. Quem viveu nos anos setenta e oitenta como adolescente e jovem sabe muito bem das oportunidades que a "juventude transviada" oferecia. Drogas fartas, sexo explícito e protestos hippies inúteis que não significavam nem significaram nada pra posteridade.
Sua vida pessoal tão conturbada e ao mesmo tempo tão aproveitada pela mídia de forma exploradora e fria, que nunca conseguiu provar algum fato que noticiou, não teve muita influência sobre seu trabalho, sempre tão bem feito e produzido. Jackson viveu para seu trabalho e penso que somente isso o livrou das banalidades que acometem as estrelas logo após o brilho do sucesso. Quem sabe pela rigidez imposta pelo pai desde pequeno, não teve tempo pra prestar atenção ao mundo de celebridade que o cercava e que talvez o pudesse tentar para escândalos piores.
Por fim Michael Jackson nos legou uma música pop inovadora, produziu algo diferente do então visto pelo mundo, e trabalhou muito bem seu profissionalismo. Foi um grande ídolo, assim como outros, cada qual com sua especialidade, mas a dele é única.
Obrigado por me fazer bem com suas músicas e seu trabalho Michael. Siga na paz.

Fim do diploma de jornalismo: ameaça aos cursos superiores

O fim do diploma para Jornalismo, decisão tomada pelo STF põe em risco tanto as nossas futuras matérias jornalísticas como também outras profissões. Analisando a história do jornalismo vemos que este já começou na Antiga Grécia, onde pesadas tabuas eram distribuidas para os nobres saberem sobre notícias jurídicas e políticas. Posteriormente com a tipografia é que surgiram os primeiros periódicos na Europa. Mas vemos que nessa época não havia ainda uma técnica para escrever notícias ou abordagens de jornalismo. Pois não existia propriamente um estudo sobre um tipo de serviço ou trabalho que era relegado mais a área comercial, ou a burguesia, que não tinha acesso a meios mais intelectuais de aprendizado. Mas com o advento da burguesia no poder é que houve uma busca de aperfeiçoamento de certos trabalhos, ou o profissionalismo.
Bom mas saindo do resumo histórico e partindo para nosso objetivo, vemos que hoje as matérias mais interessantes que lemos e ouvimos, seja no carro, no trabalho, em casa, no avião viajando ou até mesmo no banheiro partiram de profissionais que estudaram e se aprofundaram na técnica de escrever os fatos e os acontecimentos. Lutaram para isso, batalharam para se tornarem especialistas nos que fazem. No entanto no regime militar, por interesse próprio de calar a boca de várias pessoas que escreviam e panfletavam contra a ditadura, uma junta militar decidiu impor uma lei que previa somente direito de falar quem tivesse curso superior de Jornalismo, uma forma de cercear os direitos do povo. No entanto, sem saber, eles estavam prestando um favor a ciência da escrita: estavam dando poderes e meios concretos de vários homens e mulheres ingressarem na carreira para então mostrar e descrever à sociedade o que acontece no Brasil e no mundo.
Mas o que ocorre é que vivemos em um meio onde cada dia mais um diploma de nivel superior é algo quase trivial e fútil para um mercado de trabalho com muitos formados e poucas vagas. Por isso uma forma de excluir alguns possíveis candidatos é a pós-graduação. Mas mesmo esse meio de melhoria no curriculo é considerado pouco hoje em dia pois há uma facilidade imensa de se conseguir um diploma de doutor em certas e proliferantes universidades particulares. O comércio então, pois o mercado de trabalho é o comércio, não pode pagar o preço de um diploma de doutor, pois seu objetivo é lucrar mais e perder menos. Ou seja precisa de pessoas que vendam sua mão-de-obra por um preço baixo, muito baixo. Isso é explicado pelo capitalismo ou as doutrinas marxistas.
Mas com essa decisão do STF fica claro que eles não fizeram um bem a comunidade jornalistica por dar fim a uma lei militar que ainda existia e feria a constitucionalidade, mas beneficiar certos meios de comunicação com mão-de-obra menos qualificada e por conseguinte mais barata.
Pois como a representante da Sertesp, que pediu o anulamento da lei de obrigatoriedade do diploma, disse em entrevista após a decisão do STF, a atividade de jornalismo não exige qualificação técnica e sim é uma atividade meramente intelectual. Ainda disse que muitas pessoas poderiam preferir receber informações médicas de um profissional da área do que um de comunicação.
Agora resta discutirmos: como não exige qualidade técnica e somente atividade intelectual? Quer dizer que para cursos de comunicação e escrita somente vale um simples pensamento sem nexo, sem senso crítico, sem aprofundamento teórico? Isso significa um grande perigo a todos os outros cursos, inclusive o de História, pois este até pouco tempo atrás era considerado como especialização de Ciências Sociais. Mas indo além: será mesmo que um médico, que por experiência da sociedade possui uma das letras mais feias dos cursos superiores teria capacidade e tempo para escrever sobre as descobertas científicas e biológicas que ocorrem da Sibéria ao Brasil? Será que um advogado iria mesmo procurar escrever criticamente contra decisões tomadas pelo STF, como esta?
Mas vamos um pouco além: por que então, se é por critérios apenas técnicos também não extinguimos a obrigatoriedade da medicina como curso superior? Porque até hoje temos parteiras, temos curandeiros, temos farmacêuticos que vendem remédios conforme acham por experiência, e nós mesmos que tomamos remédios conforme nossa experiência. E novamente analisando a História, vemos que nos séculos passados a profissão de médico não existia e que era apenas vista como pessoas que trabalhavam com alquimia, ervas, curas milagrosas, trepanações e até mesmo foram confundidos com bruxos. Mas é claro, como disse o ministro Gilmar Mendes, essas profissões exigem critérios técnicos pois ele não vai deixar a vida dele nas mãos de qualquer um não é mesmo? Mas as críticas diariamente feitas ao STF podem ser amenizadas se contratado um pseudo-jornalista que pago para comer pode tecer elogios quem sabe, talvez até para nossos tão ilustres senadores da República.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tecnologias avançadas?

Lendo uma reportagem do jornal O Globo outro dia sobre o fim do filme Kodak Chrome me deparei com uma questão que há muito já havia analisado em suposições de poltronas mas nunca posto em prática. Até onde o homem hoje constrói, ou inventa novas tecnologias?
Para dialogar melhor sobre isso, resumiremos a noticia. Após muitos anos no mercado a empresa Eastman Kodak anunciou que iria retirar do mercado comercial o filme Kodak Chrome, que ja foi preferido de muitas familias e fotógrafos da época, pois o nicho que abrangia hoje é ocupado em parte pelas técnicas digitais, declaradas preferidas dos fotógrafos profissionais hoje. No entanto iria manter ainda em pequena escala sua produção para aqueles que desejassem ainda trabalhar com o tipo de filme. Quem quiser ler na íntegra a notícia é só acessar esse link http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/06/22/kodak-vai-tirar-do-mercado-classico-filme-kodacrhome-756462262.asp.
Claro que eu não iria discutir aqui o por quê do fim de venda comercial do produto ou as razões que a Kodak tirou este filme do mercado. Suscita muito mais que isso. Há um debate claro sobre novas tecnologias e técnicas atrasadas que todo dia podemos ver nessas noticias ou em cadernos especiais de tecnologia. Novidades que o homem expõe em feiras científicas ou apenas em salões reservados para interessados e jornalistas. Tecnologias avançadas na ciência a serviço de todos os ramos de atividade humana. E aposentadorias de produtos e serviços velhos que nos auxiliavam e divertiam há muitos anos agora obsoletos.
Mas há milênios o homem vem criando, inventando e substituindo, ou seja aposentando aquilo que um dia inventou. Hoje com o advento das máquinas que auxiliam na rapidez da pesquisa fica muito mais facil se descobrir muitos "x" de questões. No entanto será mesmo que o homem cada dia mais inventa, descobre algo novo e constrói, ou apenas se baseia em estudos e descobertas antigas para elaborar através de auxílio novidades tecnológicas? Pois pesquisando e se atendo a documentação farta da antiguidade observamos maravilhas construídas e inventadas pelo homem a frente de seu tempo, ou seja, a frente de outras civilizações de seu tempo. Pois devemos notar que muito antes de se iniciar a era das navegações, pra mim o inicio da globalização, o mundo era dividido em facções de sociedades, ou seja, uma sociedade ou civilização supostamente, e digo supostamente pois ainda há controvérsias, não tinha conhecimento de outra, muitas vezes cerca de onde estavam. Hoje somos um mundo inteiro unidos na pesquisa por novas descobertas que auxiliem o homem.
Tomo como exemplo desta minha discussão o tempo que trabalhei no Museu José Antonio Pereira e ao atender os vistantes que lá chegavam, ouvia suas opiniões sobre o acervo e muitas vezes, alguns mais velhos, suas memórias. Não raras foram as vezes que ouvi de gente nem tão velha dizendo : "Como eles tinham sabedoria de inventar isso aqui". Ou principalmente: "Naquele tempo eles construíam coisas modernas que hoje a gente não vê". Salvo o erro destas pessoas de supor que homens isoladamente inventavam do nada máquinas e técnicas, eles tem razão em um ponto: o homem parou de produzir novidades.
Digo isso com dificuldade de precisar em todos os detalhes e exemplos o que ele parou de inventar ou poderia fazê-lo. Mas também observei em várias técnicas usadas hoje apenas um relançamento de outra coisa mais velha, só que por roupagens novas.. No próprio museu há varios exemplos mas me valho de um. O monjolo, a "máquina" de socar grãos movida a água do córrego que passava perto era uma engenhoca já moderna se comparada ao pilão. Observem então que o homem inventou algo movido por forças da natureza para aliviar o estresse e o cansaço do trabalho braçal do pilão. Claro que uma técnica rudimentar e simplória, mas sim uma novidade. A própria moenda de cana movida a tração animal hoje podemos ver nas esquinas da cidade movida a eletricidade, tecnologia que na época ainda era restrita a alguns equipamentos e muito rústica deveras. O que dizer então do ferro de passar roupas a carvão, algo inusitado para deixar nossas vestimentas alinhadas, hoje apenas trocado por um elétrico? Ou então deste próprio meio que me utlizo para expor minhas idéias, o computador? Sabemos que tudo começou com a sensacional fotografia, na época considerada por muitas pessoas ainda ignorantes da ciência inovadora uma máquina que "roubava a alma". No entanto foi uma revolução, pois não havia nada que pudesse capturar nossa imagem ali, ao vivo, real e guardá-la em algo durável.
Sim há a discussão acerca dos retratos em tela, mas estes apenas se aproximavam da nossa imagem e eram muito mais frageis ao sol, à chuva, as intempéries do tempo e do próprio tempo.
Depois se utilizando do princípio da câmera inventaram o cinema e posteriormente a televisão. E de onde se imagina que venha este tubo colorido que estou à minha frente? De nada adiantaria o processador se não houvesse algo para mostrar seus resultados. A internet, o cartão de crédito e muitas outras facilidades ditas pelo homem existem graças a Graham Bell e seu telefone. Somente a alguns meses escutei que se lançaria uma modalidade de internet por eletricidade, nos livrando da exploratória conta telefônica. No entanto não há nada de novo, apenas utilizamos uma velha invenção nossa, ou melhor do Franklin.
Nossos automóveis são resultado de milhares de anos de domesticação dos animais para servir-nos de transporte. Da carroça à biga, da biga à carruagem, da carruagem ao carro. Será que meus netos irão ver o teletransporte humano? Isso sim seria uma revolução nos meios de transporte.
Com isso tudo que discuto e exponho eu posso prever o pensamento depreciativo acerca desta idéia, podendo ser taxado de louco ou mesmo de expositor de idéias sem nexo. Não obstante gostaria de lembrar de alguns parágrafos acima onde explicitei antigas civilizações, que descobriram e inventaram técnicas hoje ainda usadas pelo homem ou ainda nem direito entendidas. Vamos a algumas delas. Se digitarem no You Tube sobre Atlântida e History Channel verão uma hipótese sobre a autenticidade desse civilização. Mas não é a discussão sobre este ponto que quero falar. Sim de um ponto mais adiante quem puder assistir. Sobre as casas e palácios construídos pela civilização minóica, que acreditam ser a atlante. Dizem que o homem hoje ainda estuda as técnicas empregadas por estes na construção e sobre como conseguiam erguer paredes fortes e seguras para enfrentar os abalos sísmicos abruptos que abatiam a região, não deixando nenhuma casa ou palácio com qualquer sinal de rachadura ou desmoronamento.
Como os egípcios conseguiram levantar blocos de pedra muitas vezes maiores e mais pesados que os mais comuns blocos há mais de dois mil anos atrás? Sim há hipoteses já corroboradas e muitas supostamente confirmadas, mas nem todas aceitas por ampla maioria da comunidade científica. Como explicar descobertas arqueólógicas de vestígios de eletricidade no próprio Egito antigo? Sim há pessoas que dizem ser simplesmente fantasia imaginável por parte de agitadores e alarmistas. Mas e os blocos de pedra da Ilha de Páscoa, como foram levantados? Não creio que foram extraterrestres mas sim uma massa pensante, o próprio homem. Textos religiosos como o Ramayana da India afirmam que haviam aeronaves espaciais a cruzar extensas faixas de terra.
Sim isso pode ser utopia, mas há exemplos mais práticos e que não estão no campo da experimentação da verdade pois estão confirmados como os escritos maias, superiores ao nosso entendimento ainda hoje, as técnicas hidráulicas egípcias, os blocos das paredes incas perfeitamente encaixadas onde não se passa uma folha de papel. Seriam talhadas a laser?
Não quero aqui entrar com um comparativo de situações hipotéticas e alegações do campo utópico pra ciência arqueológica ainda hoje, mas refletir sobre nosso atual desenvolvimento científico. Discutir que o homem anda parado demais, sem algo que revolucione nosso progresso tecnológico, que desperte na gente uma interjeição de espanto, que não seja uma invenção destruidora de seres humanos em massas, como vemos todos os dias, em laboratórios produtores de armas avançadas. Ver que nossos antepassados utopicamente ou não fizeram mais avanços que nossa geração e que esta mesmo se utliliza de projetos antigos para reformular novos. Como iremos ultrapassar este estágio que vivemos atualmente? Quem sabe uma nova invenção inesperada do homem nos faça saber.

o Obama e a mosca

Analisando a reportagem sobre a atitude do presidente dos Estados Unidos perante uma mosca podemos compreender melhor sobre o modo de agir deste político.
Em uma entrevista a uma emissora americana, Barack Obama em um determinado momento se incomodou com a presença de uma mosca nos estúdios de gravação do programa. Sentado elegantemente, e isso é muito importante, pois sua atitude formal é um ponto de observação crítica muito proveitosa, ele espera o bicho se assentar sobre seu braço para então tomar alguma iniciativa. Sob olhares atentos e fixos sobre qual sua proxima ação ele rapidamente lança sua mão contra o bicho e a força que impõe leva este ao chão.
Logo após exterminar o incômodo "visitante" ele pede ao câmera para mostrar que ali jaz uma mosca que pertubara sua fala na entrevista.
Podemos daí tirar alguma conclusão ou apenas pensar que foi mais uma amostra afável do ostracismo de reportagens novas?
Obama estava sereno em sua entrevista. Fato é que desde que assumiu o poder ele está muito convicto de suas ações como presidente da maior potência do mundo. Ponto. A elegância como estava sentado, postrado ereto na cadeira e fixo, sereno nos dá a visualização do seu governo, ou seja, está tomando atitudes para muitos calmas demais, para outros sem resultado nenhum. No entanto ele mantém seu discurso firme, formal e com seus objetivos claros e diretos.
Obama nos passa a impressão que é um diplomata, que age estritamente sereno, sem muitos alardes, e que por muitas razões seus objetivos devem ser alcançados de forma clara e silenciosa. No entanto a mosca representa uma ameaça, um perigo talvez a paz de Obama. Mas sua atitude outrora quieta, serena e elegante se traduz em um homem ágil, frio e calculista, que pode esperar sua vítima se cercar para então desfechar um duro golpe e expugná-la.
Obama deixou claro que pacientemente e pacificamente tenta conduzir o mundo através de seu meio, ou seja através do poder que detém sendo presidente dos Estados Unidos e que talvez não faça como seu antecessor, George W. Bush, encarando os problemas como um cowboy, pronto pra sacar a arma em plena West City e disparar com extremos estardalhaço um tiro contra Jesse James. Por enquanto sua elegância o mostra como um hábil político e um diplomata paciente. No entanto, qualquer problema ou qualquer ameaça, seja á sua pessoa ou ao seu país, ou mesmo ao mundo, que lhe pertube e esgote todas as suas possibilidades de diálogo, poderão ser tratados como aquela pobre mosca, que um dia ousou enfrenta-lo e acabou truicidada. Estes problemas poderão então, depois de cessadas as tentativas, serem vistos como alvo em potencial e analisados cuidadosamente sob seu olhar fixo e objetivo, e no momento certo, aniquilados com força, rapidez e pontaria dignas de um ex jogador de basquete. E posteriormente, como as cabeças guilhotinadas de nobres franceses, serem expostos ao mundo, em sua total esfacelação perante o presidente da América.