quinta-feira, 25 de junho de 2009

o Obama e a mosca

Analisando a reportagem sobre a atitude do presidente dos Estados Unidos perante uma mosca podemos compreender melhor sobre o modo de agir deste político.
Em uma entrevista a uma emissora americana, Barack Obama em um determinado momento se incomodou com a presença de uma mosca nos estúdios de gravação do programa. Sentado elegantemente, e isso é muito importante, pois sua atitude formal é um ponto de observação crítica muito proveitosa, ele espera o bicho se assentar sobre seu braço para então tomar alguma iniciativa. Sob olhares atentos e fixos sobre qual sua proxima ação ele rapidamente lança sua mão contra o bicho e a força que impõe leva este ao chão.
Logo após exterminar o incômodo "visitante" ele pede ao câmera para mostrar que ali jaz uma mosca que pertubara sua fala na entrevista.
Podemos daí tirar alguma conclusão ou apenas pensar que foi mais uma amostra afável do ostracismo de reportagens novas?
Obama estava sereno em sua entrevista. Fato é que desde que assumiu o poder ele está muito convicto de suas ações como presidente da maior potência do mundo. Ponto. A elegância como estava sentado, postrado ereto na cadeira e fixo, sereno nos dá a visualização do seu governo, ou seja, está tomando atitudes para muitos calmas demais, para outros sem resultado nenhum. No entanto ele mantém seu discurso firme, formal e com seus objetivos claros e diretos.
Obama nos passa a impressão que é um diplomata, que age estritamente sereno, sem muitos alardes, e que por muitas razões seus objetivos devem ser alcançados de forma clara e silenciosa. No entanto a mosca representa uma ameaça, um perigo talvez a paz de Obama. Mas sua atitude outrora quieta, serena e elegante se traduz em um homem ágil, frio e calculista, que pode esperar sua vítima se cercar para então desfechar um duro golpe e expugná-la.
Obama deixou claro que pacientemente e pacificamente tenta conduzir o mundo através de seu meio, ou seja através do poder que detém sendo presidente dos Estados Unidos e que talvez não faça como seu antecessor, George W. Bush, encarando os problemas como um cowboy, pronto pra sacar a arma em plena West City e disparar com extremos estardalhaço um tiro contra Jesse James. Por enquanto sua elegância o mostra como um hábil político e um diplomata paciente. No entanto, qualquer problema ou qualquer ameaça, seja á sua pessoa ou ao seu país, ou mesmo ao mundo, que lhe pertube e esgote todas as suas possibilidades de diálogo, poderão ser tratados como aquela pobre mosca, que um dia ousou enfrenta-lo e acabou truicidada. Estes problemas poderão então, depois de cessadas as tentativas, serem vistos como alvo em potencial e analisados cuidadosamente sob seu olhar fixo e objetivo, e no momento certo, aniquilados com força, rapidez e pontaria dignas de um ex jogador de basquete. E posteriormente, como as cabeças guilhotinadas de nobres franceses, serem expostos ao mundo, em sua total esfacelação perante o presidente da América.

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