terça-feira, 16 de novembro de 2010

O futuro de Dilma

Passado o período de eleições, a vencedora do pleito Dilma Roussef está sob constante avaliação dos analista políticos e econômicos do Brasil e do mundo. Tentando passar icógnita da mídia após ser eleita presidente para não ofuscar o resto de mandato do Lula, disse que "presidente eleito não é atração, é no máximo notícia". Bom, isso é uma verdade, mas o que sugerem alguns analistas é que o governo da Dilma seria marcado por um populismo exacerbado e uma ala do PT bem voraz por projetos anti-democráticos e autoritários.
A mídia nos alertou contra o perigo de cercear a voz do jornalismo crítico, quando o presidente pronunciou alguns discursos anti-democráticos. Também acompanhamos bem de perto a relação próxima e íntima entre o presidente Lula e o presidente Chávez, Evo, Fidel, Rafael... Mas procurou se afastar de Michele Bachelet, de Alvaro Uribe e de Tabaré Vazquez. Não criticou veemente as propostas de deputados governistas que queriam uma emenda na Constituição para autorizar um possível terceiro mandato. Vimos insistentemente o presidente Lula usando da máquina pública sem nenhum pudor para eleger a candidata do PT, e ainda afirmou a necessidade de eliminação de alguns deputados e senadores da oposição que tanto lhe atrapalharam em seu mandato. Teve oportunidade junto com grandes líderes mundiais de se declarar negativo contra a tortura e morte de dissidentes cubanos, já que tanto lhe parece apetecer um cargo na ONU.
No entanto essas falhas graves não problematizaram gravemente sua governabilidade, não obstante os ecos indignados da oposição. Como vemos, o governo Lula foi marcado, entre outros tantos exemplos, por desvios no caminho da democracia. Mas conseguiu pôr em prática os planos de governo mais básicos à população. Dilma Roussef terá o mesmo destino? Conta com base aliada muito forte e poderosa, máquina pública a todo vapor e a seu favor, grandes aliados na América do Sul, economia estável, etc...
Isso dá governabilidade, mas também requer grande capacidade de articular, ceder e ser dura nas decisões. Terá de exercer principalmente competência e seguir o rumo democrático do crescimento do país. Ideologias políticas petistas farão parte da pauta da presidente, e provavelmente vez ou outra veremos estampadas na mídia, mas não poderão fazer parte da pauta da nação, e isso deve ser claro. Nenhum analista político sério prevê retrocessos no Brasil, apenas alguma estagnação pelo não cumprimento de projetos essenciais ao desenvolvimento da nação, caso Dilma venha a exercer um lado mais populista ou reacionário. A base sólida, o alicerce econômico, político e social construído desde o final dos anos oitenta está bem estabelecido. Contudo o futuro de Dilma obviamente tem de ser marcado pela competência em dizimar as mazelas que ainda assolam o país, sem demagogias ou manobras políticas de privilégios.

Um comentário:

  1. Agora é torcer para que a Dilma saia da sombra do Lula, e faça ela mesma o seu próprio estilo de governo. Ainda acho que os tempos serão difíceis.

    Aproveito também para agradecer a sua visita ao Saiba História.
    Um grande abraço!

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