quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

idealismo ou realidade

Idealismo ou realidade? Viver sonhando com um mundo perfeito ou viver a realidade fatal e cruel? Podemos dizer sobre o comunismo, ou a tentativa de igualar os direitos e a riqueza. O controle de um na vida de cada um, sobre o que faz, o que pensa, o que almeja. Vide 1984, de George Orwell.
Tendo cada um possibilidade de ser igual, de ter o mesmo que o outro, qual motivo teria para se girar o progresso? Por que creio que a força motriz do progresso é a ambição, seja ela desmedida ou conscientizada. A partir do momento em que eu tenho tudo o que quero, o que mais posso querer? No entanto não foi o que houve na União Soviética e não é o que vemos em Cuba. Mas o cerne do comunismo é esse igualar as riquezas, e creio que também as intelectuais. Nunca fomos iguais, nunca fomos feitos pra sermos semelhantes materialmente. Cada um alacança o progresso que consegue, alguns vão mais longe, outros podem ficar pra trás, mas isso também depende do muito que você faz com o pouco ou com o pouco que você faz do muito.
Idealismo? Marx teve muito e soube investigar muito bem a nossa história econômica, creio que nenhum igual ele. No entanto quando tentamos dar um destino melhor para a humanidade esbarramos no idealismo, na tentativa inútil de forçar por leis a união dos povos e a fraternidade das pessoas. Não é com armas que se ganha uma revolução, são contínuas tentativas diárias de diálogos, coisa que nunca houve no comunismo.
Realidade? Sim o mundo tá ai pra quem quiser ver, está se desmoronando e se reconstruindo a cada dia que passa. Basta apenas a cada um a consciência da construção de um espaço baseado no diálogo. Não é ser fatalista, dizer que não há mais nada para se construir, que 2012 logo chegará trazendo o fim, mas tentar entender o que passamos, ver onde há erros e acertos, investigar, analisar e propor então através de diálogos a oportunidade de um avanço melhor.
Nem o idealista nem o fatalista tem chance no mundo, na vida. O mediador poderá ser a salvação.

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