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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Brasil 2014-2016

A realidade que temos é essa: o nosso sonho de ver as infra-estruturas do país alavancadas pelos dois maiores eventos mundiais parece que vai ficar na lembrança mesmo. Estamos muito atrasados no preparo e avanço das obras para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Isso graças à politicagem presente no nosso amado Brasil. Começamos mal, já pedindo à FIFA que aumentasse o número de cidades sede de 8 para 12, somente para agradar alguns cartolas locais. No entanto esses mesmo cartolas locais não estão fazendo nada pra acelerar as obras de construção de estádios, hotés, vias públicas e aeroportos de suas regiões. O que vemos é um governo federal condizente somente com a distribuição de cargos para gerir orgãos e instituições desses respectivos eventos, mas nenhum desses gestores compromissados com a administração correta e legal das obras.
O Brasil pode sim é é tão provável que irá dar vexame nesses eventos quanto foi nos Jogos Panamericanos. Aerorportos que estão recebendo "puxadinhos" não irão suportar a demanda de turistas estrangeiros que irão chegar em 2014 e 2016. As vias públicas de certas cidades estão destruídas, sem recapeamento e abarrotadas de carros, visto que o trânsito nas maiores cidades do país está o caos. Isso sem contar o sistema de transporte, que poderia ajudar a solucionar esses problemas, está sendo um dos motivos. O metrô em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo estão muito atrasados. O ônibus nessas cidades são o sinônimo de carros velhos, motoristas despreparados, superlotados e atrasados. Táxis são uma vergonha em preço e abuso por parte dos seus motoristas.
Os estádios são uma calamidade em determinadas cidades. Alguns nem saíram do papel, outros faltam investidores, sem falar que serão um elefante branco no final desses eventos, por falta de organização. Os hotéis é um capítulo a parte, já que faltam engenheiros pra tocar as obras, faltam profissionais qualificados no setor de turismo, faltam investidores. Está ficando alto o índice de preço de imóveis e a velha inflação, o que afasta possiveis interessados nessas construções. Mas não faltam interesses nos cargos para gerenciar a Copa e as Olimpíadas. Menor é a participação do Ministro do Esporte, Orlando Silva, que não está administrando o setor como imprescindível.
O Brasil passará um vexame histórico caso não começe a partir de agora uma correria frenética e desesperada atrás do prejuízo. A Alemanha sofreu com a fata de turismo na Copa de 2006. E olha que o investimento e infra-estrutura naquele país foi assombroso. O Brasil estará contraindo uma dívida pública e moral, sem contar a financeira, sem nem saber se terá o retorno desejado. Mas resta pelo menos torcer que acordem e vejam que mesmo com muita boa administração e investimento não temos garantia de retorno desejável. Imagina se não fizermos o dever de casa.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

onde caminha a humanidade

O mundo assistiu apreensivo este dias de rebelião, revolta e turbulência no mundo árabe. Pessoas nas ruas gritando, protestando contra governos autoritários e ditatoriais. Mas por quê?
Ninguem sai à rua, disposto a levar um tiro no corpo sem um motivo extremamente forte. O que levou a multidão às ruas foi a extrema pobreza que passam esses países. Miseráveis totalmente a mercê de esmolas de um governo corrupto e sem menor identificação popular. Isso ocorreu em muitos momentos da História, mas observemos no caso da Revolução Francesa. Enquanto uma corte poderosa e ostensiva de luxo bailava ao som de tocatas suntuosas e banquetes nababescos, a grande parcela da população estava sem ter o que comer, o que vestir, o que usar como teto. Incentivados por uma oposição ainda fraca, mas atuante, decidiram fazer um levante contra Luis XVI. Assim é no mundo árabe. A crise enfim chegou a essa região, e bem forte, fazendo com que o desemprego piorasse e o poder de compra baixasse ainda mais. Houveram estopins de outros fatores sim, mas o cerne da questão é econômico. Falta alimento no mundo. Falta gestão e administração dos países ricos e pobres para gerenciar comida de forma igualitária para todos os povos. Isso se encontra na palavra sustentabilidade.
Mas para onde se encaminham essas revoluções? Para  os novos governos que surgirem, ainda corruptos e passíveis de erros, que por enquanto darão pão e circo para anestesiar a sede de rebelião popular. Até a próxima crise, mais violenta e mais devastadora se abater mundialmente. E talvez mais rápido chegar a esses países.

Obama no mar da ineficiência

Obama não conseguiu. Aquela mosca que falei no meu primeiro post aqui do blog passou. E ele não matou outras. Infelizmente Barack Obama segue dois anos de governo sem ter concluido o que havia proposto. Sim nós podemos. Mas nós podemos o quê?
Fica claro que Obama não tinha um plano de governo, ele apenas conseguiu um mandato de senador por pura sorte e o de presidente mais ainda. Um afro-descendente na presidência não serve apenas de orgulho para o menino negro na escola repensar seu futuro nos EUA. A comunidade negra americana continua excluída da vida social naquele país. Não há um projeto de rehabilitação da imagem do negro na sociedade ianque, apenas uma consciência mais tranquila dos brancos dominantes de que elegeram um presidente afro-americano. Ora Obama não reergueu o país da depressão, pois o mercado econômico tomou conta disso, o mercado teve papel na reconstrução econômica dos EUA. Obama apenas estatizou algumas empresas e com isso adquiriu dívidas que nem sabe se vai conseguir liquidar. Obama que usava de um marketing de esquerdista profundo, reformador social e político, apenas estagnou como centrista conservador. Está com dificuldades extremas pra lidar com o desenlace das tensões na Africa e no Oriente Médio. Apóia o fim de alguns governos que não considera mais estratégicos, apoia derrubada de poder em alguns países tidos como calcanhar de aquiles do Império Norte Americano, como o Irã.
Não se sustenta mais com o discurso do Yes We Can e agora fará o que pra se reeleger? Tem que torcer muito pra economia progredir a passos largos, o Oriente Médio se acalmar e não haver nenhum desastre global nesses dois anos que lhe restam. Para Obama a melhor frase é Sorte, Nós Temos!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Modus operandi: Rio de Janeiro

Quando Dom João aportou no Rio de Janeiro no início do século XIX viu uma cidade infestada de negros seminus, muita sujeira, pessoas sem a menor educação, pequenos roubos, delinquências médias sem nenhuma punição. O português não tinha nenhum savoir faire de noblesse, mas preferiu se abster dessa cultura brasileira já arraigada e deixar seu filho se imiscuir pelas vielas da capital. Dom Pedro I esteve entre negros, mulheres da vida, boêmia, arruaceiros e até bandidos: como príncipe não procurou descobrir a razão daquela vida que levavam e tentar uma melhoria significativa nessa sociedade já corrompida. Pelo contrário, apenas se limitou a imitar e fazer parte de algumas mazelas que o Rio já enfrentava naquela época.
No início do século XX, o prefeito Pereira Passos quis se atualizar à Belle Époque européia e destruir tudo que fosse o contrário da beleza, luxo e perfumaria no Rio de Janeiro. Sinal disso é a Avenida Rio Branco, centro da cidade, onde havia cortiços, esgoto à céu aberto, casas do tempo colonial que não ornavam com a nova República, favelas e morros com população desordenada. Ou seja, as mazelas do povo do tempo colonial foram apenas varridas pra debaixo do tapete. Getulio Vargas apenas refez o que Pereira Passos iniciou: destruiu mais metade do patrimônio histórico do Rio pra construir uma larga avenida que leva seu nome e que por anos permaneceu sem nenhuma construção interessante.
Anos 50, zona sul crescendo, se modificando, cidade maravilhosa um símbolo da beleza natural.  E assim foi até que nos anos 70 os morros, cantados em sambas e versos cheios de orgulho começou a mostrar os séculos de descaso com a população carente: surge o tráfico de drogas pesado que se torna poderoso e agressivo nos anos 80 e 90. Bandidos que mostram fuzis sem medo, matam jornalistas, intimidam a população da cidade, sequestram os bacanas da zona sul. Ora isso é o retrato do Rio de Janeiro desde o século XVII apenas modernizado, era o caos prenunciado mas velado, sob a forma do Rio way of life: malandro é malandro e mané é mané diria Bezerra da Silva ou ainda lá no morro quando olho pra baixo acho a cidade uma beleza, Fundo de Quintal.
2010. Crônica da morte anunciada. Polícia no Rio deflagra uma guerra contra o tráfico. O que fazer contra uma cultura carioca impregnada há séculos? Colocar policiais pra invadir o morro dominado pelo tráfico, sendo que este há muito está perdendo espaço pras milícias? Milicias formada por estes mesmos policiais que um dia irão se aposentar. Por que será que Tropa de Elite 2 foi focado justamente no enfrentamento de corrupção dentro do próprio Estado? Corrupção esta que faz parte desde que a Família Real chegou em 1808 e que já estava instalada, apenas ganhou contornos de beleza institucional. Então de que adianta invadir um morro, dois morros, dez morros se o problema não está lá? Está na população que apóia o tráfico e que agora vendo seus antigos patrocinadores e mecenas perdendo poder, se bandearam pro lado da polícia, que pode vir a ser a futura milícia do subúrbio. Está na falta de controle maior das fronteiras, um controle organizado, efetivo e ostensivo, com os mesmos aparatos usados agora nessa guerra urbana. Está também na cultura da população do "quanto eu vou ganhar com isso", da valorização da favela, da pichação como arte, do falar errado é pobrema meu, do futuro brilhante da Maria modelo e do João jogador, do quanto mais pobre melhor pra ganhar auxílio do governo.
Como querer resolver uma situação com enfrentamento de uma cultura permanente que encontra apoio nas camadas médias e altas, favorecendo a entrada de armas e drogas no país? Tolerância zero, mas não somente para os traficantes, mas também para milícias disfarçadas de policiais subversivos, população conivente, governo sem escrúpulos de uso de populismo para ganhar eleições, fronteiras devassadas e defasadas de monitoramento e principalmente tolerância zero para um orgulho de pertencer a uma cidade que ostenta o título de cidade maravilhosa, mas que aceita colocar por debaixo dos panos toda a podridão que cerca o seu dia a dia urbano. O problema do Rio de Janeiro não é do Brasil inteiro, é um problema só do Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O futuro de Dilma

Passado o período de eleições, a vencedora do pleito Dilma Roussef está sob constante avaliação dos analista políticos e econômicos do Brasil e do mundo. Tentando passar icógnita da mídia após ser eleita presidente para não ofuscar o resto de mandato do Lula, disse que "presidente eleito não é atração, é no máximo notícia". Bom, isso é uma verdade, mas o que sugerem alguns analistas é que o governo da Dilma seria marcado por um populismo exacerbado e uma ala do PT bem voraz por projetos anti-democráticos e autoritários.
A mídia nos alertou contra o perigo de cercear a voz do jornalismo crítico, quando o presidente pronunciou alguns discursos anti-democráticos. Também acompanhamos bem de perto a relação próxima e íntima entre o presidente Lula e o presidente Chávez, Evo, Fidel, Rafael... Mas procurou se afastar de Michele Bachelet, de Alvaro Uribe e de Tabaré Vazquez. Não criticou veemente as propostas de deputados governistas que queriam uma emenda na Constituição para autorizar um possível terceiro mandato. Vimos insistentemente o presidente Lula usando da máquina pública sem nenhum pudor para eleger a candidata do PT, e ainda afirmou a necessidade de eliminação de alguns deputados e senadores da oposição que tanto lhe atrapalharam em seu mandato. Teve oportunidade junto com grandes líderes mundiais de se declarar negativo contra a tortura e morte de dissidentes cubanos, já que tanto lhe parece apetecer um cargo na ONU.
No entanto essas falhas graves não problematizaram gravemente sua governabilidade, não obstante os ecos indignados da oposição. Como vemos, o governo Lula foi marcado, entre outros tantos exemplos, por desvios no caminho da democracia. Mas conseguiu pôr em prática os planos de governo mais básicos à população. Dilma Roussef terá o mesmo destino? Conta com base aliada muito forte e poderosa, máquina pública a todo vapor e a seu favor, grandes aliados na América do Sul, economia estável, etc...
Isso dá governabilidade, mas também requer grande capacidade de articular, ceder e ser dura nas decisões. Terá de exercer principalmente competência e seguir o rumo democrático do crescimento do país. Ideologias políticas petistas farão parte da pauta da presidente, e provavelmente vez ou outra veremos estampadas na mídia, mas não poderão fazer parte da pauta da nação, e isso deve ser claro. Nenhum analista político sério prevê retrocessos no Brasil, apenas alguma estagnação pelo não cumprimento de projetos essenciais ao desenvolvimento da nação, caso Dilma venha a exercer um lado mais populista ou reacionário. A base sólida, o alicerce econômico, político e social construído desde o final dos anos oitenta está bem estabelecido. Contudo o futuro de Dilma obviamente tem de ser marcado pela competência em dizimar as mazelas que ainda assolam o país, sem demagogias ou manobras políticas de privilégios.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

o futuro de Obama

Esses dias estive no Uruguai, mais precisamente em Montevideo, e pude notar o estado econômico em que se encontra aquele país. Já foi considerado a Suiça da América do Sul e hoje tem uma economia ainda em médio crescimento, pautada pela produção de lã e carne.
Isso me fez pensar na atual situação dos Estados Unidos no cenário econômico mundial, a decadência que o dólar enfrenta nesses últimos anos. Pós crise e os ianques não conseguiram ainda uma estabilização na sua economia, a ainda maior do mundo. O presidente Obama declarou há alguns dias que o que é bom para os EUA é bom para o mundo. Alguns presidentes não concordaram, como o nosso Lula, visto que os objetivos econômicos do Brasil e de outros países não coincidem .
Mas até quando e onde vai o poder dos EUA sobre todo o mundo? Estamos vendo a ruína de um império que se consolidou no século XX mas que não conseguiu conter o processo evolutivo do principal germe e força motriz de seu progresso econômico: o capitalismo. Excesso de crédito, falta de ajustes monetários e limites para os bancos foram o estopim pra crise de 2008/2009. No entanto o presidente Obama insiste em colocar dólares no mercado, provocando uma guerra cambial principalmente nos países em franco desenvolvimento.
O dólar não tem mais força como moeda mundial, o emprego é escasso para os americanos e o poder de compra também é pequeno. A China vem crescendo a taxas avassaladoras e o Japão não é mais a grande vedete asiática. O euro está com problemas de sustentabilidade por conta da crise ainda vigente na Europa e os BRIC's estão tentanto se postrar no cenário da economia como fontes alternativas de crescimento.
Obama teve a infelicidade de pegar um país em crise e com duas guerras pra gerir. Até onde o império ianque conseguirá se sustentar? Roma caiu por vários fatores, alguns semelhantes hoje. E nunca mais se reergueu. A não ser nos livros de História.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

FHC

Independente do resultado das eleições desse ano, o Brasil sairá ganhando, mesmo que os candidatos não efetuem suas promessas. Graças à estabilidade do país, e os avanços que o Brasil conseguiu nessas últimas décadas. Claro que haverá declínios, caídas e percauços, mas nosso país já tem boas bases para o progresso sucessivo, graças às políticas adotadas.
Infelizmente nessa história de estabilização do país, muitos foram renegados como responsáveis pelo desenvolvimento dessa estabilização. Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil na década de 90, criou o Plano Real, acertou a politica econômica e criou os alicerces fortes de relações diplomáticas e econômico-sociais com outros países. No entanto, não é visto como um dos pilares da mudança do país, mas como atraso por todos os partidos políticos e pelo próprio povo. Criou-se uma imagem deteriorada de sua gestão, por causa de crises, privatizações, falta de investimentos. Mas a História está aí pra analisarmos e deduzirmos se isso é mesmo verdade.
No início dos anos 90 o Brasil enfrentava uma inflação galopante conquistada desde o início do século, e que foi passando governo, saindo governo, só piorando. Collor abriu novamente o mercado brasileiro às importações, deu início às melhorias econômicas futuras. Infelizmente por outros atos acabou saindo do governo. Itamar Franco, que sucedeu-lhe, implantou novos rumos no país, iniciando o período de reajuste da economia e do social. Também é outro que muito pouco é lembrado nesse país. FHC entra no governo em 95, cria o Plano Real, moeda forte que compatibiliza com o dólar americano e fornece condições à população de "fazer a feira" por exemplo, com apenas uma nota de Real. Realiza condições sociais de desenvolvimento, como o Bolsa escola e o Bolsa saúde, posteriormente no outro governo se tornando o Bolsa Família.
Segundo alguns especialistas, privatização é o processo de venda de uma instituição do Patrimônio Público para o setor privado, ou seja, desestatização da empresa pública sem que o Estado deixe de ter uma parcela de controle e reponsabilidade. Ora o fortalecimento das intituições públicas do país se deu com Getúlio Vargas e o que podemos nos orgulhar? Faltam recursos, faltam funcionários qualificados, falta serviço, falta salário digno, falta política pública de gerenciamento de milhares de orgãos e cargos públicos que nascem e oneram o Estado. Por que o contribuinte deve pagar impostos para sustentar algo falido, que não propicia melhorias e nem desenvolve o país? Privatização é desonerar o Estado daquilo que não dá certo, que o Governo Federal não dá conta mais de sustentar por motivos óbvios. O Estado não pode ser mais visto como poder, autoritarismo, como pai social do país. Quanto mais o Estado participa da vida pública, menos condições tem de se sustentar e pagar os dividendos que contrai. Quanto menos o Estado participa, mais a população sofre sem investimentos, sem ajuda, sem força até de ordem moral. Qual a solução? Privatizar o que não está dando certo, mas não entregar totalmente ao capital privado, ter controle e poder de fiscalização sobre as empresas que venceram o leilão. A Vale rendeu muito mais depois da privatização, assim como o setor de telefonia pública. Muitos bancos estatais estão sucateados, merecendo uma revisão de suas políticas. Infelizmente quem defende o Estado como pai é aquele que quer usá-lo para o populismo e nepotismo.
Outro problema atrubuído a FHC é a questão do arrocho. No entanto não observam que o país estava quebrado, sem políticas econômicas consistentes, sem um plano diretor nesse sentido. Anos de atraso na ditadura militar tiveram essa consequência. Ou seja, Fernando Henrique tinha de fazer igual um pai de família com contas atrasadas e sem dinheiro em caixa: economizar, suprir gastos, gerar receita líquida, investir externamente pra render lucros internamente. Infelizmente o percauço da crise de 98 abalou esse projeto, subindo o câmbio do Real e levando o país a estagnar no seu progresso. Considero ainda que nunca usou de manobras políticas para eleger correligionários de partidos, não calou a imprensa diante de escândalos do Congresso, não usou de demagogia para ganhar votos. Era um presidente com inteligência suficiente para elevar à categoria de nação propriamente dita este Brasil.
Hoje temos uma espécie de referendo nas eleições: ou o Brasil avança com o populismo, corrupção e nepotismo do governo atual, ou retrocede com a construção de base pra sustentação e estabilização e com projeto de avanço sócio-econômico do país. Pois se hoje alguém se vangloria da pseudo-nação que ainda temos é graças a alguns políticos como Fernando Henrique Cardoso que estão demarcados no ocaso por uma política e uma mídia atuante na ignorância da população sem capacidade de raciocínio. Se hoje podemos gastar muito no exterior, comprar parcelado muitos produtos, orgulhar da pobreza que virou classe média, temos também de refletir se isso foi por obra do destino, ou se alguém com a  capacidade de FHC tirou o país do ostracismo para elevá-lo a uma categoria superior.